terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Fechando a porta de 2016

Estamos quase em fevereiro e eu já tinha desistido de fazer uma retrospectiva musical de 2016, primeiro, porque ouvi apenas uns quatro álbuns inteiros durante o ano e, segundo, porque, pelas minhas contas, descobri um total de: 01 artista diferente ano passado – vindo diretamente da trilha sonora de Esquadrão Suicida, o que me faz imaginar que a moça já deve estar hypada (se não está, deveria).

Porém, vira e mexe me pego pensando nas milhares de pessoas que eu poderia impactar, fazendo as palavras sagradas de Nick Jonas, Ariana Grande, Shawn Mendes, entre outros, chegarem aos corações aflitos e necessitados desse Brasil.

O ano do pop

Em maio vimos o nascimento daquele que seria um verdadeiro exemplar de discão da porra; Dangerous Woman, da Ariana Grande, é simplesmente maravilhoso! São 15 músicas e 55 minutos de pura satisfação pop, com letras deliciosamente safadinhas e vocais afinadíssimos, com direito a melismas e agudos perfeitamente executados.

O fato de a Ariana Grande parecer ter 16 anos e ser colocada em posição de símbolo sexual sempre me incomodou muito, por isso sua série de vídeos cantando acapella é uma das coisas mais maravilhosas já lançadas – principalmente pela Ariana, que aparentemente só grava clipe ruim, com o único objetivo de sensualizar para as câmeras (nada contra, mas acho que ela poderia entregar mais). Se ainda não ouviu Dangerous Woman e Into You sem os instrumentos, faça isso! Preferencialmente usando fones de ouvido.

Minhas favoritas são Dangerous Woman (óbvio!), Be Alright e Bad Decisions. Mas eu amo todas as músicas desse álbum, de verdade.

Menção honrosa para o clipe de Let Me Love You, que apesar de ser mais do mesmo, tem aquela cena final da Ariana Grande rindo com o Lil Wayne que é a coisa mais fofa da história dos clipes da Ariana Grande com o Lil Wayne (sério, gente, é muito fofo!).

ouve meu álbum, vai. nunca te pedi nada...


Mais tarde, em meados de junho, fui avisada por meio do twitter de que Nick Jonas havia acabado de lançar seu terceiro álbum, Last Year Was Complicated. As expectativas eram altas, já que o CD anterior tinha nos presenteado com ótimos singles, como Jealous, Chains (Nick Jonas cantando acorrentado em uma boate gay pode salvar seu dia) e Numb.

Felizmente, a graça foi alcançada e Last Year se mostrou o melhor trabalho do Nick Jonas, pelo menos até agora (pelo menos para quem só ouviu os dois últimos álbuns dele). O puro creme do pop dançante, choroso e grudento. Recomento muito! É o tipo de música sofrência que não te deixa sofrer demais porque 1) dá para fazer uns passinhos, 2) a voz maravilhosa do Nick Jonas distrai e 3) você fica imaginando aquele cara abençoado cantando essas coisas no seu ouvido. É uma ótima combinação.

Minhas músicas favoritas são Champagne problems, Chainsaw e Bacon.

OLAR


Em setembro, junto ao meu desemprego, veio Illuminati, o segundo álbum do Shawn Mendes, o que encaro como uma forma de a vida dar uma balanceada nas merdas pelas quais ela eventualmente faz a gente passar. Esse foi o único álbum que me fez deixar Dangerous Woman de lado.

Se você não sabe quem é Shawn Mendes, aqui vai um resumo: canadense que começou a carreira aos 16 anos postando covers de Justin Bieber e outros artistas no Vine, por diversão. Em pouco tempo, ganhou um monte de fãs, gravou dois álbuns, lotou as principais casas de show da América do Norte e conquistou a admiração de gente grande como Taylor Swift e John Mayer – de quem ele ganhou uma guitarra(!!!). É uma das atrações confirmadas para o Rock in Rio desse ano. Ah, ele tem 19 anos.

A voz do Shawn Mendes lembra um pouco a do Justin Bieber em seus melhores momentos, mas ele escolheu o caminho do pop mais acústico, como o Ed Sheeran. Illuminati tem momentos muito próximos da sonoridade do John Mayer – o cantor até chegou a dar alguns pitacos na produção desse álbum –, mas não chega a ser apenas uma cópia.

Minhas favoritas são Ruin (t ã o J o h n M a y e r!), Lights On e No Promises.

ouch!

Algumas descobertas

Teve essa moça chamada Grace que ouvi na trilha sonora de Esquadrão Suicida cantando uma versão de You Don’t Own Me, música-tema da personagem Arlequina. Eu me recuso a aceitar que as pessoas não foram atrás da mulher depois de ouvir essa mistura de Joss Stone com Duffy.

Pois Grace lançou um álbum poderosíssimo em 2016, FMA, cheio de baladas maravilhosas. Ela nos presenteou com, por exemplo, Church on Sunday, que nos primeiros acordes já nos dá aquela vontade de ir pra pista e virar rainha do baile, e Hell of a Girl (como uma música com um nome desses poderia ser ruim?! É boa por demais!). O disco continua um pouco devagar, mas igualmente delicioso. Ah, ela tem 18 anos, mais uma prova de que os novinhos vão dominar o mundo mesmo!


Finalmente, em algum momento do ano, eu fui fazer uma limpa nos meus favoritos e encontrei um link para o site dessa banda, The Wild Feathers, que estava salvo desde... 2013 (!!!). Se você gosta de um sonzinho indie moderado, vai curtir os moços. Além de tudo, eles são super simpáticos no twitter e costumam responder a galera.


E é basicamente isso. Antes de Dangerous Woman eu não faço a mínima ideia do que tocava na minha playlist, principalmente porque cancelei o Spotify (sdds) e fiquei sem esses dados – uma parte muito ruim de não ter conta no Spotify que a gente só percebe na hora de escrever um texto de retrospectiva musical do ano.

Como é notório, ouvi pouquíssima música brasileira ano passado e esse é um erro que espero corrigir em 2017. Se bem que eu falo a mesma coisa todo final de ano e nunca consigo mudar, então se alguém puder me ajudar indicando boas bandas e artistas brasileiros, ficarei muito agradecida! Se eu conseguir ouvir um álbum de música brasileira por trimestre já será uma vitória.

E se você leu esse texto até aqui, parabéns, você é um(a) guerreiro(a)! me conta quais músicas marcaram seu 2016!