quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Dançando como se fosse 2009

Créditos: Camila Cara/ T4F


Ah, o The Kooks! (insira aqui milhares de suspiros)

Eu nunca quis crescer rápido demais, eu nunca tive RG falso e meu único porre antes dos 21 anos foi totalmente acidental (pedi um copo de vodka pura achando que era Smirnoff Ice, e aí acabei bebendo tudo para não desperdiçar meu suado dinheirinho).

Num piscar de olhos veio a maturidade, a faculdade, novos amigos, a Rua Augusta e então eles, The Kooks. Eu não lembro exatamente como conheci a banda; talvez tenha sido pelo Myspace, ou por indicação de alguém, o fato é que logo eles se tornaram parte da trilha sonora de uma das fases mais loucas da minha vida.

Por terem sido tão importantes, é até estranho que eu só tenha ido a um show deles na quarta vez que o The Kooks pousou em terras tupiniquins, justo quando a faculdade é só uma lembrança distante, os antigos amigos já não ligam mais e as noites de final de semana são muito mais tranquilas.

A banda também sofreu algumas mudanças com o tempo. Ouve uma derrapada com o álbum Junk of the Heart (2011), mas acredito que eles tenham se recuperado com o divertido Listen (2014). Além da mudança de estilo, dos membros originais apenas Luke Pritchard (vocal e guitarra) e Hugh Harris (guitarra) continuam no grupo.

Detalhes da vida à parte, ontem eu pude me teletransportar para o início dos anos 2000 e me agarrar ao que sobrou de melhor daquela época: a música. O show começou com uma sequência de três canções antigas (Eddie’s Gun, Always Where I Need to Be e Ooh La), mostrando que os primeiros trabalhos do The Kooks não seriam deixados de lado no repertório.

Em Westside precisei me declarar para o meu namorado (We can settle down/ Start a family/ Cos' you're my best friend/ And you're so good to me), já a dobradinha Down e Bad Habit serviu para animar todo mundo e mostrar que a banda ainda está em sua melhor forma.

O resto do setlist foi uma mistura perfeita de músicas novas e antigas, intercalando momentos super dançantes (confesso que paguei grandes micos fazendo passinhos na pista) com outros mais intimistas. Das canções calmas, Seaside (Luke fazendo a apresentação apenas com voz e violão), Gap (MINHA MÚSICA FAVORITA DE TODOS OS TEMPOS SOCORRO) e Sway foram surpresas para mim. Não achei que todas elas teriam espaço numa mesma noite e fiquei muito feliz em poder ouvi-las (principalmente Sway, POIS MÚSICA MAIS LINDA DO MUNDO!).

She Moves in Her Own Way foi a última canção antes do bis. A noite terminou mesmo com Junk of the Heart (música que dá nome ao pior álbum dessa banda #neverforget, mas até que é boa) e, finalmente, Naïve.

Por incrível que pareça, senti falta apenas de Do You Wanna, praticamente um hino para mim. Outra falta sentida foi de alguma música inédita, já que o The Kooks promete um novo álbum para 2017. Com sorte, eles virão assim que lançarem o próximo trabalho, cheio de futuras músicas favoritas e hinos que cantarei a plenos pulmões (e dançarei causando vergonha alheia a todos que puderem ver).

Setlist:

1- Eddie's Gun
2- Always Where I Need to Be
3- Ooh La
4- Westside
5- Down
6- Bad Habit
7- See the Sun
8- Sofa Song
9- Around Town
10- Forgive & Forget
11- Seaside
12- Backstabber
13- Gap
14- Taking Pictures of You
15- Killing Me
16- Matchbox
17- Sway
18- Sweet Emotion
19- No Longer
20- She Moves in Her Own Way
21- Junk of the Heart (Happy)
22- Naïve
Via: Setlist.FM

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